SIM - Ações integradas de consentimento para ocupação e resistência

2010

Direção e coreografia: Alejandro Ahmed

O projeto “SIM: Ações Integradas de Consentimento para Ocupação e Resistência” tem por objetivo reorientar o modo de utilização do espaço cênico, seu entendimento de posicionamento de plateia e suas perguntas sobre como definir dança.
Bailarinos e plateia ocupam o mesmo ambiente num processo de investigação que comportam dois objetivos centrais da pesquisa do Grupo Cena 11: adaptabilidade e relocamento das funções de um corpo.
A experiência do Projeto SIM pretende resistir à solenidade do espetáculo ao formar um local de produção para novas ferramentas de pesquisa, ocupando e resistindo ao ambiente criado.
Bailarinos e plateia tornam-se cúmplices e objetos das ações e movimentos propostos.
A plateia é inserida nos métodos da companhia e interfere na dança a ser criada, a ação relacional entre coreografia e público modifica estados emocionais, comportamentais e adaptativos, ao mesmo tempo que constrói a dramaturgia da performance.
Por meio de ferramentas rústicas o grupo direciona novas possibilidades de sentido e desmonta a cordialidade que o espetáculo tem com o seu agente: espectador e ator.
SIM propõe a ideia de “desfuncionalização” como propriedade estratégica para ocupar e resistir. Partindo da definição de design como a relação entre forma e função, subverter a função de algo é redefinir seu design, e reorientar formalmente um corpo é adaptá-lo a uma nova função. Adaptabilidade então é usada como ferramenta para produzir design.
Ocupar o quê? Resistir a quê?
Ocupar o lugar que instantaneamente oferece sua identidade e utilizar a forma e a função que o definem para reorientar seu design. Resistir à solenidade da espetacularidade, ao conforto do entendimento óbvio. Desmontar a cordialidade que o conceito de espetáculo tem com seu cúmplice, seja espectador ou ator.