Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente

2007

Natureza, cultura, realidade e ficção:

 

“Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” é uma fábula feita da colagem de ações, objetos, corpos, imagens e movimentos que se fortalecem das características que as definem para ganharem novos significados ao se inter-relacionarem. 

 

Um músculo cansado, respirações ofegantes, peso do corpo, força bruta, vestígios de dança, um espantalho, um brinquedo, um soldado de chumbo, cavalos, expectativas, caixinhas de música, memória, tempo dilatado, saudades, o velho, vingança, liberdade e realidade. Um conto.

 

O corpo procura parceiros para sua dança. A dança procura meios para perceber-se real. Ficção e realidade intercalam seus lugares e assim contam histórias. Peso e desequilíbrio como recurso de anti-vaidade, a autoria da ação divide assinaturas entre gravidade, ossos, músculos, cérebros e espectadores.

 

Dança como vestígio. Dança para não ter poder. Tempo para entendermos o tempo.

 

 

O espetáculo “Pequenas Frestas de Ficção Sobre Realidade Insistente” teve sua pré-estréia em Florianópolis no Teatro Ademir Rosa, dia 07 de novembro de 2006.

Estreou em São Paulo, dia 18 de maio de 2007 no SESC Pinheiros.

Recebeu os Prêmios: Bravo! Prime de Cultura 2007, o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, e o de melhor pesquisa em Dança da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) 2007.